Eleições 2016: tendências para o marketing na campanha eleitoral

Divulgação para campanha eleitoral em 2016

Foto: Picture-alliance

 

Nas Eleições 2016, as campanhas eleitorais serão um pouco diferentes do que estamos acostumados. As novas regras, aprovadas no fim do ano passado, trazem algumas novidades quanto aos recursos utilizados na publicidade. Com a minirreforma eleitoral, várias medidas foram estabelecidas. Entre elas, a proibição de cavaletes e a redução do tempo de exposição na TV.

Pensando nestas mudanças, o professor Carlos Manhanelli contou à equipe da Euro Cartões quais serão as tendências para o marketing nas eleições 2016. O entrevistado é dono da Manhanelli Associados, pioneira em Marketing Político Eleitoral no país.

De acordo com o especialista, o candidato terá que compensar a perca de exposição nas eleições 2016. Ou seja, se na eleição passada ele utilizava cavaletes, por exemplo, agora precisará investir em outras formas de comunicação para que haja equilíbrio na campanha eleitoral. “O número de eleitores continua o mesmo. (…) Por isso, tenho que aumentar em outros veículos para atingir um mesmo público”, explicou.

Mesmo restringindo vários meios de comunicação, a nova legislação ainda permite a maioria dos materiais impressos, como o jornal eleitoral, santinho ou praguinha. Estas peças publicitárias mais “tradicionais” das eleições podem ajudar a solucionar o problema caso estejam em maior quantidade.

Eleições 2016 na Internet

Nas eleições de 2014, o uso da internet marcou a corrida eleitoral para a Presidência da República. Os dois candidatos que chegaram ao segundo turno investiram em perfis no Facebook e no Twitter. Neste ano, as redes sociais se tornam mais uma vez opção para expor candidatos de todos os tipos. No entanto, de acordo com o professor Carlos Manhanelli, é um engano achar que elas podem atrair eleitores e ganhar votos. “A internet influencia militante e simpatizante. Com o eleitor comum, não funciona”.

Segundo o especialista em Marketing Político, muitos candidatos se espelham na campanha eleitoral de Barack Obama – atual presidente dos Estados Unidos – e focam esforços na internet. No entanto, ele explica que as redes sociais se tornam ambientes desvantajosos para políticos do Brasil. Isso porque, além da população brasileira ser menos engajada, muitas mentiras são compartilhadas sobre os candidatos nas páginas online.

Mesmo assim, o professor acredita que a mídia online é algo necessário. “Não dá para desprezar as antigas mídias e você não pode deixar de fazer as modernas. Então você tem que fazer um mix. Privilegie quem está acostumado [com mídias tradicionais] e também quem espera por uma novidade”.

Por fim, o consultor político falou o primeiro passo para tentar se eleger em 2016. “Você tem que conhecer o histórico. Fazer um diagnóstico para saber se tem ou não condições para ir à campanha eleitoral. (…) Não é olimpíada. Ou você é eleito ou você não é eleito”.

Sobre o entrevistado

Carlos Manhanelli fala sobre as eleições 2016

Imagem retirada de vídeo publicado no canal Parla Assessoria.

Carlos Manhanelli é especialista em Propaganda e Marketing pela ESPM, possui MBA em Marketing pela USP, é pós-graduado em Ciência Política pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo e é Mestre em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo.

Ele também atuou como professor no curso “Gerenciamiento de Campañas Electorales” do Instituto Ortega y Gasset e do “Máster em Asesoramiento de Imagen y Consultoria Política (MAICOP)” da Universidad Camilo José Cella. Ambas instituições em Madrid, na Espanha.

O jornalista e publicitário já foi eleito pelos leitores da revista americana “Campaigns & Elections”, como um dos melhores consultores políticos da Ibero-América. Ele também é autor, co-autor e coordenador de dezessete livros sobre marketing político e temas acerca do assunto.

A Manhanelli Associados soma hoje mais de 280 consultorias a candidatos, não apenas no Brasil, como também na África e América Latina. A empresa, que funciona desde 1978, já passou por todos os tipos de candidatura – desde vereador até presidente da República.

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